quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Não mais que de repente!

De repente ela chega, não queria falar, não queria se envolver, mas aconteceu, ou quase aconteceu, finjo que não sei o motivo pelo qual não nos aproximamos, mas eu sei, é sempre a covardia, o que os outros vão pensar ou dizer.
Ambos estão tristes, angustiados, não vêem a solução, ou temem um ao outro, aos outros, a tudo, e depois de muito pensar de muito fugir tomam a atitude mais covarde e fácil, cada um segue seu caminho, cada um se entristece, chora, mas não revela ao outro o que sente.
Frases prontas "isso não é certo", panos quentes...

Vão passar a vida inteira se convencendo que tomaram a decisão certa, seguiram o melhor caminho, que não tinha como dar certo, mas no domingo à tarde, quando a chuva cai, a TV é monótona e as falsas alegrias se foram vão estar angustiados e solitários não mais vão lembrar quando aquele sentimento nasceu, mas ele está lá, corroendo por dentro, matando quem não quis viver.

Um comentário:

  1. E eles vão se sentir sós... mesmo com alguém ao lado. Porque não é 'esse alguém' que eles queriam ali...

    Senti o seu texto! Mesmo!

    :)

    Beijinho*

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